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Como se pode perceber, a imersão quase que completa em um condicionamento cristalizado e por isso opressor, nos desenha a cada instante uma nova tarefa, uma nova forma de desejo, um novo objetivo, uma nova condição, muitas vezes impedindo a ação criativa de manifestar-se pelo nosso pensamento, ficando enredada numa parede tecnocrata, o pensamento, estático, se perde no externo, fazendo com que a aceitação de coisas inaceitaveis passe a ser uma pedra fundamental dos nossos contextos de manifestação original.

Sofrimento e aflição estão quase que impregnados em nossa cadeia de raciocinio, porém, a forma com que se assume essas constantes, é natural, como o pensamento: "tenho que fazer".

Os lobos vivem de certa forma uma realidade mais justa que a nossa, no sentido que em sua estrutura, existe a possibilidade de sair de um grupo, imerso em determinações, em leis indiferentes à singularidade do elemento, desenvolver uma estrutura própria, não mais fácil, tampouco mais harmonica, no inicio, quem sabe até mais opressiva por expor ao contexto sua forma um pouco mais original. O ponto se trata de vivermos uma realidade onde o controle e a centralização parecem sentidos absolutos. Viver passa a ser sinônimo de coisas e não idéia criativa. A singularidade da espaço à um contexto global, onde peças se encaixam em modelos, e "standard" é o mais proximo do singular e "curador".

Acreditando na idéia do NOVO, se propõe um foco, intercontinental, como já foi iniciado, com uma estrutura de redes, desconectado de objetivos pessoais absolutos, conectado a um foco claro, uma nova realidade, onde a expressao "objetivo","instabilidade","senso criativo" sejam a lei fundamental.

Romper com o tecnissismo, com a estrutura de exaltação do elemento, que tenta formar um vacuo e viver em seu universo egocentrico perfeito conjulgado com leis em uma realidade global, sem troca, fria, superficial, onde o cambio, eh a moeda do interesse.

Não se trata de viver como adeptos da contracultura, ou pseudo anarquistas, tampouco de evocar pensamentos teoricos de pessoas de ideias do passado, a historia aqui, é evolucionar a capacidade de adaptacao a um novo meio, construir micro realidades, autossustentaveis, que usam do passado elementos para construir um novo, pós-transformação, desvinculado dos preconceitos cristalizados de outrora, sem polarizar com ideais "neo" alguma coisa, e sim recriar, a capacidade única de cultivar e adaptar e expandir, potenciais perdidos em algum lugar do vacuo gerado pelo conformismo mascarado das "subculturas".

existem mais premissas, mas o fundamento eh conjulgar e não impor, a coisa eh amadurecer e praticar o senso critico fundamental, olhar a idéia e viver a realidade.

Na pratica se trata de viver com a reprodução de culturas permanentes, estrutura de ecossitemas autossuficientes, novos modelos pedagogicos, nova estrtura de midia, novo modelo médico, baseado na medicina alternativa. Não se trata de "fumar maconha e viver no mato", se trata de desenvolver e trabalhar por uma nova realidade, uma "estrutura de redes descentralizada" onde os bio-pontos não são movidos por um "boot remoto", onde pequenos grupos vivem como pequenas familias (pequenos nós desse cluster), de 50 ou 60 pessoas, e de uma forma comum, fazem sua realidade, esses pequenos grupos estariam conectados por uma teia, onde a diferença e integração seria o potencial de amadurecimento tecnico, uma vez que a base agraria e o modelo estrutural de permacultura, poderia ser elementos de implementação imediata.

Cada bio-ponto desenvolve uma potencialidade - pedagogicamente - o que se apresentar possivel pela localização geografica, nao seriam centros diferentes, mas pontos de uma mesma rede, como um estado virtual, tudo compondo "oMosaico" de realidades.

mais ou menos era isso, o que acham?

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